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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Contos de Caio

"O mais forte em Caio é a capacidade de transmitir sinceridade ao texto. Suas grande armas pra isso: o lirismo da linguagem e a competente seleção de imagens sensoriais ou não".                                                                 (Geraldo Galvão Ferraz; IstoÉ)



Se em algum dia eu fui para lugares desconhecidos, foi quando fugi, lendo estes contos. 

Desprendi cada linha de imaginação dentro de mim, imaginei tudo, cada cena, cada palavra, cada emoção.
Me coloquei em diversas situações que me aproximava do meu mais profundo.

  ”[…]assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço[…]”
Para uma avenca partindo - Caio Fernando Abreu


                                          




"Não me venha com essa história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais! Nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha história, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista - só quero ser feliz, cara[...]"

                           



 [..]"Não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais destrutiva que insistir sem fé nenhuma?”[...]

 "Sorriu forte: a gente acostuma."

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