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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

       
           Já fiz pedidos ao nada para ver se alguém me atendia, não importa á quem pedi, a única coisa que importava era que te queria ali perto, vendo que te quis sempre e pra sempre. Percebi que estava sentado por horas só pensando em como deixei tudo isso acontecer, e como que isso cresceu tanto, foi um veneno que começou de dentro para fora. Foi um verso que não coloquei ponto e deixei se estender por um texto inteiro. Buscava tua presença em todos os lugares, tentando te achar onde não te encontrava mais, mas aí me lembrava que se tinha um lugar onde podia te encontrar sempre que pudesse e quisesse seria aqui dentro de mim. Cada dia eu me perdia mais, toda vez que te encontrava e via esse teu sorriso bobo, essas covinhas no seu rosto rimavam com as das suas costas, e os meus olhos reagiam como fogo que traz tudo que quer para dentro de si. E foi assim, fui sem defesa, guardando tudo que tinha de melhor para ti, pra não te desapontar. Os meus olhos não puderam negar e quiseram te trazer para dentro de mim. E aqui estou, sentado. E cheguei no nosso encontro que fica aqui dentro, onde tudo acontece. Estou pedindo, por favor, seja minha.

-Vítor D.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

                                                         
      O vento te diria para nunca colocar o cabelo para trás, porque tu ficas linda quando ele sopra em ti e faz com que seus cabelos voem ao redor do seu rosto. A noite iria querer o sol ou mais estrelas para poder te ver assim que a luz se apagasse e pediria todos os dias que eu esquecesse a luz do quintal ligada pra poder te observar. O frio tentaria ficar cada vez mais forte só para poder te olhar enquanto tu dormes embrulhada em cobertores. O sol raiaria cada vez com o céu mais limpo, só para ver que seu sorriso é mais forte que ele. A chuva cairia forte para ser observada por seus olhos da janela do quarto enquanto pensa se alguém está pensando em ti. O espaço só diminuiria cada vez mais para que no meu abraço tu pudesse se encaixar. E com todas essas razões pelas quais tudo em mim quer nascer mais forte quando se encontra ao seu lado. Estou aqui á pensar em ti quando acordo até o meu deitar.

— Vítor D.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Acordando todos os dias



     Ah querido tempo, tu me acordou enquanto eu dormia no que tu me presenteaste hoje. Tu me fizeste cair em todas as tuas ciladas pra que pudesse me encontrar aqui. Não sei explicar bem o quanto o tamanho deste significa. Acabei por matar metade de mim, foste preciso, tu não podia ter feito algum atalho ou ter me conduzido por um caminho mais curto? Tu me fizeste perder um sorriso para que eu pudesse valorizar, tu me fizeste perder a presença para que em todos os cantos sentisse a falta. Faltou o aconchego, faltou onde escorresse a lágrima, faltou o olhar de expectativa de você querido tempo, melhorar. E quando consegui juntar meus passos a toda essa nostalgia, tu me fizeste encontrar a certeza de que sempre vou ter um sorriso, que sempre vou acordar com a certeza de que tudo que preciso se encontra lá, apesar dos desencontros, e dos presentes que não queria, é lá onde eu encontro tudo isso que me faz acreditar que se a minha vida acabasse aqui, ela acabaria te agradecendo por ter me concedido este encontro tão lindo.

— Vítor D.
      

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meu frio europeu



     Gastando palavras clichês para falar de como o seu sorriso vem pra mim. Ele vem como um dia de sol na estação mais fria. Como uma volta de uma despedida. Fácil não é, de descrever o que sinto quando tu me vem em pensamento, e lá me vai aquela vontade de ti aqui comigo de novo. Antes fosse fácil acordar com a sua voz acalmando minha melancolia. A textura da tua pele,maciez do teu cabelo, e todos aqueles sentidos que estavam à desmoronar comigo, mas que agora vivem novamente junto contigo. Tropeço em palavras para te falar o que não consigo te explicar o quanto eu te amo, tentando demonstrar que tu és o que me vem, o que me prende, meu calor em um dia de frio europeu.

— Vítor D.